Psoríase

Psoríase

 Que é psoríase?

 

Psoríase é uma dermatose (ou doença de pele) inflamatória crônica de causa desconhecida, caracterizada pelo aparecimento de placas avermelhadas cobertas de escamas esbranquiçadas. Atinge várias regiões da superfície de extensão do corpo mais expostas a traumatismos, como nádegas, cotovelos­ e joelhos, e o couro cabeludo. Fre­qüente­­­­­­­­­mente, as unhas são atingidas, e nelas se formam pequenas depressões punti­formes (unha em dedal).

Antigamente, considerava-se a psoríase doença hereditária e contagiosa, já que atinge várias pessoas da mesma família. Hoje sabemos que não é contagiosa, embora o caráter hereditário não tenha sido totalmente desmentido. Rara na infância, afeta igualmente homens e mulheres, sendo mais comum entre adultos jovens (entre 20 e 30 anos). É bem mais freqüente na raça branca.

A marca registrada da psoríase é a base avermelhada sobre a qual se formam “escamas” esbranquiçadas, que se desfazem em pequenos fragmentos. As lesões geralmente têm forma circular ou oval (psoríase numular), mas podem assumir disposição em arco ou anel (psoríase anular), ou ainda formatos alongados, indefinidos (psoríase figurada).

Algumas vezes, as lesões coçam. Podem limitar-se ao local em que surgiram, ou alastrar-se pelo corpo. Há casos em que se concentram apenas no couro cabeludo. Em situações excepcionais, a psoríase espalha-se por todo o corpo (forma eritrodérmica).

A evolução da psoríase varia muito de pessoa para pessoa. Há casos brandos, em que se limita a pequenas áreas,­ não representando maior incômodo. Há casos severos, em que abrange toda a pele, trazendo mais constrangimento pela má aparência que produz do que propriamente sofrimento. Por vezes desaparece, voltando a surgir anos depois. Muitos pacientes reclamam de surtos episódicos de erupções (que vão e voltam sempre).

A psoríase, na maioria das vezes limita-se à pele, poupando outros órgãos. Porém, há casos em que afeta as articulações, podendo trazer comprometimentos sérios (psoríase artropática).

 

Relação psíquica

 

A maioria dos especialistas concorda em que o estado emocional do paciente influi na gravidade das manifestações, pois a atividade mental interfere diretamente na capacidade imunitária. Pacientes emocionalmente sensíveis são mais vul­neráveis a recidivas e manifesta­ções severas. O retorno à estabilidade emocio­nal e à serenidade mental pode produzir visível melhora dos sintomas.

 

Outros procedimentos

 

Quem sofre de prisão de ventre precisa começar, com permissão médica, o tratamento com lavagem intestinal (um litro de água fervida, durante três a sete dias, conforme indicado em constipação intestinal, página 401).

Aplicar diariamente ao ventre, por duas horas, argila, (para melhorar a assimilação de nutrientes). Ler capítulo 13, página 114.

Um banho vital ao dia, para aumentar a resistência global.

Caminhar de manhã sobre a grama. Caminhar praticando respiração profunda, para aumentar a vitalidade geral. Proceder a fricções com toalha úmida de manhã, seguidas de fricção com toalha seca.

Tomar sauna de duas a três vezes por semana.

Ingerir água mineral sulfurosa ou magnesiana por pelo menos três semanas, repetindo o tratamento a cada três meses. Fazer também banhos de imersão em água sulfurosa (tratamento em estâncias hidrominerais).

 

Helioterapia (tratamento com raios solares)

 

O tratamento sistemático com raios solares é muito benéfico. Expor-se ao sol regularmente, no começo da manhã e ao fim da tarde. Começar com não mais que cinco minutos de exposição. Ir aumentando os períodos de exposição, até vinte minutos de manhã e vinte minutos à tarde. Muitos pacientes exibem notável melhora quando, ao tratamento com dieta e plantas, somam a helioterapia devidamente orientada.


Tratamentos

Alimentação

A fim de restaurar o equilíbrio metabólico pela desintoxicação, os naturopatas recomendam dieta cuja base é a seguinte:

Três dias por semana, seguir o seguinte cardápio:

Desjejum: Só coalhada.

Jantar: Frutas com sementes de girassol, amêndoas e flocos de cereais. Lanches: Água-de-coco.

Almoço: Suco de cenoura com broto de alfafa, salada de brotos, arroz integral, legumes cozidos, tofu e grão-de-bico.

Demais dias: Dieta normal, como indicado no capítulo 5, página 36.

Mastigar muito bem é a regra de ouro do êxito.

Depois de uma semana, introduzir geléia real (de 2 a 4g/dia), lêvedo de cerveja (de doze a vinte comprimidos de 500mg ao dia), esqualeno (no rótulo há instruções sobre o uso tradicional), picnogenol, óleo de germe de trigo (de três a quatro cápsulas de 1.000mg ao dia) ou vitamina E. Acrescentar quinze amêndoas e três colheres, das de sopa, de semente de girassol ao dia.­

Deve-se, após a desintoxicação, adotar dieta naturista, saudável. Ler capítulos 4 e 5.

* Lembrete: estas indicações são tradicionais, e não suprimem o tratamento médico.

 

Plantas e outros recursos*

Amêndoas, óleo de — A aplicação local age como suavizante quando a pele está muito ressecada.

Babosa – Aplicar localmente o sumo da babosa, disponível em spray no mercado. Usar pelo menos duas vezes ao dia.

Confrei e hidraste — O Dr. Zofchak, famoso herborista americano, recomenda, para a psoríase, a aplicação externa do chá forte da raiz de confrei. O efeito é melhor ao se juntar a hidraste (botão-de-ouro). Usa-se a compressa. Deixa-se o chá esfriar e embebe-se um pano limpo de algodão. Aplicar diretamente, todos os dias.

Cavalinha, chapéu-de-couro, salsaparrilha, bardana e tanchagem — Internamente, usa-se duas ou três xícaras ao dia do chá do cozimento dessas ervas. Dose tradicional: Duas colheres, das de sopa, das plantas para 600ml de água. Ferver e filtrar.

Carobinha — Tomar banhos com o chá concentrado dessa planta.

Camomila — Para estabilizar o sistema nervoso, nada como o chá de camomila, tomado regularmente, duas xícaras ao dia. Derramar 300ml de água fervente sobre uma colher, das de sopa, da planta.

Centelha asiática — Indicada nas doenças crônicas de pele, deve ser usada depois da desintoxicação. No mercado, está disponível em cápsulas. Instruções sobre dosagens tradicionais no rótulo.

Clorela — Rica em clorofila, ajuda a alcalinizar o sangue e a maximizar e restabelecer o equilíbrio imunológico. Tomar regularmente. Em geral, se indicam de quinze a trinta comprimidos mastigáveis de 250mg por dia. Clorela é uma alga, um superalimento, e não um medicamento.

Limão — Altamente depurativo, o limão, usado em pequenas quantidades, é muito benéfico. Começar com meio limão ao dia. Ir aumentando de meia em meia unidade, até chegar a três ou quatro limões diários, misturados aos chás ou com água.

Pfaffia paniculata — Auxiliar no aumento da imunidade, a pfaffia é muito útil em diversos casos de dermatites. No rótulo, há instruções sobre uso tradicional.

Desconhecendo-se as causas, os tratamentos convencionais não passam de recursos paliativos, que em muitos casos não produzem efeito satisfatório. Usam-se pomadas queratolíticas, substâncias redutoras, pomadas à base de cortisona, raios ultravioleta, dessensi­bilizantes tópicos etc.

Os tratamentos naturais têm por objetivo garantir acréscimos progressivos de resistência imunitária e abordar de eventuais instabilidades emocionais. Um metabolismo sobrecar­regado de toxinas favorece, na opinião dos naturistas, o aparecimento de desequilíbrios que culminam, em pessoas suscetíveis, na psoríase. O tratamento natural exibe, portanto, duas etapas básicas: desintoxicação e reposição nutricional.

A desintoxicação requer dieta apropriada e uso de chás depurativos. 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.